Não se preocupe mamãe, aqui não tem palpites, aqui é um lugar de fatos. Estamos cansadas de ouvir sermões de gente que não faz a mínima ideia do que é maternar, não é mesmo? Mas para ficarmos blindadas de tanta desinformação, eu trouxe 8 mitos sobre maternidade desvendados. Esqueça esses mitos e viva uma maternidade mais calma e sem pressão.
Pare de acreditar nestes mitos sobre a maternidade
Mito 1: Mãe sempre sabe o que fazer
O tal do “instinto materno”, todo mundo fala isso, mas a verdade é que quando nasce uma criança, também nasce uma mãe. Então, da mesma forma que a criança vai aprendendo com o tempo, nós também vamos nos redescobrindo na maternidade e aprendendo junto.
Por várias vezes eu me senti perdida em tomar decisões maternais. Sim, cheguei até a me sentir uma péssima mãe. Mas foi até eu entender que a maternidade não tem um manual e nem precisa ter. Vão ter sim seus altos e baixos, eu vou aprender na marra, na luta. Mas o que importa no final é respeitar meu processo e fazer a melhores escolhas pensando nas minhas filhas.
Mito 2: Amor incondicional assim que o bebê nasce
Esse é um dos grandes 8 mitos sobre maternidade. Quando minha primeira filha nasceu eu não senti esse amor incondicional logo de cara. Não me entenda mal, ela foi planejada e amada antes mesmo de eu descobrir a gravidez. Mas assim que chegamos em casa eu notei que algo não estava certo. Eu fiquei triste, com medo de não dar conta da minha nova realidade. Só sabia chorar, mas não sabia explicar. Eu estava passando pelo processo chamado de baby blues.
Algumas mães passam pelo período do pós parto chamado de baby blues. É um período de tristeza profunda, mas que dura apenas 2 semanas. Caso não passe após este período é necessário procurar um médico, pois pode evoluir para uma depressão pós parto.
No meu caso, depois de 14 dias eu me sentia bem melhor. Já estava me adaptando com a vida de mãe e conseguia sentir afeto pela minha bebê. Então, não se culpe se não sentir amor logo de cara, esse é um processo que mexe com todo nosso ser. Corpo, mente, psicológico, hormonal… Se dê um tempo e se cuide.
No meu segundo parto não passei pelo baby blues, mas foi difícil, pensei que ia morrer. confira o relato no vídeo abaixo:
Mito 3: Se está exausta, não deveria ter sido mãe
É cansativo ser mãe, mas eu não trocaria isso POR NADA!
Afinal, não somos apenas mães, somos provedoras, somos abrigo, somos lar, somos a casa arrumada, somo a comida pronta, somos o jantar, somos a educação, somos a disciplina, somos tudo.
Ser mãe e ter a dupla jornada cansa, e as vezes tudo o que a gente quer é desabafar e ser ouvida. Um pouco de compreensão e de apoio, já nos coloca nos trilhos outra vez. Mas não, se a gente reclama, isso coloca em questão nossa maternidade.
Nesse exato momento, escrevendo este texto, estou exausta. Eu poderia estar dormindo, mas estou aqui a meia-noite, escrevendo para a revista porque acredito no meu trabalho e porque é o tempo que eu tenho. Estou exausta, e continuo sendo mãe.
A mãe que acorda antes de todo mundo, para preparar o café. A mãe que voltou a estudar para criar mulheres que não desistem dos seus sonhos. Eu sou a melhor mãe que eu posso ser.
Mito 4: Mãe não precisa cuidar de mais nada além do bebê
Nós sempre temos muito o que fazer não é mesmo? Quando o bebê nasce, a gente fica em casa, mas não ficamos apenas por conta da criança. São muitas demandas, e todas elas vão ter que ser equilibradas com a criação de um novo indivíduo. E sabemos bem o quão desafiador é criar outro ser humano. Mas não é só cuidar dos outros e das outras coisas, é fundamental cuidarmos de nós mesmas também.
O autocuidado entrou na minha vida muito antes da gravidez. Mas depois que me tornei mãe, eu me senti culpada por me cuidar, e claro, cansada também. No entanto, com o tempo eu entendi que para cuidar, eu precisava estar bem. Então, aos poucos, fui praticando meu autoamor. Hoje em dia, virou regra. Afinal, o autocuidado transforma nossa vida, nos mantém em equilíbrio com o bem-estar e aumenta a qualidade de vida e alto estima.
Já são tantas demandas, com a dupla jornada que enfrentamos. Por isso, nada mais justo do que tirarmos um tempo só nosso.
Aproveitando o gancho segue um vídeo sobre minha rotina materna e como é conciliar todas essas demandas.
Mito 5: Mãe que da colo vai mimar a criança
Esse é um dos 8 mitos sobre a maternidade, mais cruéis. Afinal, o colo é essencial para o desenvolvimento físico e emocional da criança. Pois é no colo que se estabelece o vínculo afetivo e melhora a adaptação da criança com a vida.
O colo seria como a extensão da barriga, que um dia foi lar. Ele comunica para a criança que ela está protegida. Colo não deixa a criança mimada, colo é amor, compreensão, cuidado. O colo é como dizer “eu estou aqui, está tudo bem”, mesmo sem verbalizar essas palavras.
As vezes é cansativo, eu que sei. Pois como trabalho em home office, tenho várias coisas para fazer e a criança só quer ficar no colo. Fico estressada, mais ai eu me lembro que isso vai passar, vai ter um momento em que elas não vão mais querer meu colo, e só vai me restar saudade.
Mito 6: O leite materno fica fraco depois de um tempo
O leite materno é considerado o melhor alimento do mundo. Ele tem tudo o que o bebê precisa para se desenvolver. Então, o leite não fica fraco, o que acontece é que com o crescimento da criança, ela passa a ter novas necessidades, como a ingestão de alimentos sólidos.
A amamentação traz benefícios tanto para mães, quanto para os bebês. Amamentar pode prevenir câncer de mama e para a criança, pode reduzir risco de diabetes, favorece o desenvolvimento cognitivo, entre outros benefícios.
Além disso, a doação de leite materno também é recomendado. Porque nós podemos beneficiar outras crianças, cujas mães não conseguem amamentar.
Mito 7: Mãe é tudo igual
Não somos todas iguais. Temos sim, muitas coisas em comum. Provavelmente em uma roda de conversa, vamos nos identificar umas com as outras. Porém, cada mulher possui uma realidade materna diferente e isso deve ser respeitado.
Nem todas possuem rede de apoio, nem todas podem trabalhar de casa para ficar perto das crianças, e está tudo bem, isso não diminui nossa maternidade. Reconhecer nossa individualidade materna e que estamos dando nosso melhor, é necessário.
Mito 8: Toda mulher nasceu para ser mãe
Definitivamente NÃO!
Nem toda mulher nasceu para ser mãe e está tudo bem. É preciso muita coragem para criar um ser humano.
Eu tenho uma amiga que já se decidiu sobre isso. Ela nunca teve vontade de ser mãe e é feliz com a sua escolha. Minha amiga é apaixonada por suas afilhadas, ela gosta de criança, mas só gostar não faz dela uma pessoa que nasceu para ser mãe. Então, eu acredito que o melhor é sermos sinceras com nós mesmas. Porque ser mãe é abdicar de muita coisa em prol de outra pessoa, que depende da gente para tudo. É bom, é incrivelmente maravilhoso, mas também da muito medo e trabalho. Ser mãe não é para qualquer uma.
Qual destes 8 mitos sobre maternidade mais te surpreendeu?